5 TENDÊNCIAS DE MARKETING DIGITAL QUE GANHARÃO FORÇA EM 2018

Em nosso artigo dessa semana, reunimos algumas tecnologias e estratégias que, de acordo com grandes especialistas no assunto, serão tendência no ano. Bora conferir?

 1. Conteúdo mais relevante, em menor quantidade

A cada dia que passa as empresas vêm reconhecendo a importância de fazer Marketing de Conteúdo e é provável que teremos cada vez mais empresas investindo nessa estratégia.

Mas afinal, o que podemos fazer para nos diferenciar?

Para a especialista em conteúdo, Ann Handley, uma das maneiras é criar conteúdo em menor quantidade, porém mais eficiente.

“Os principais pontos são: 1) qualidade é importante e 2) não precisamos de mais conteúdo. Precisamos de conteúdo mais relevante.” (Ann Handley)

Em resumo, os responsáveis pelo conteúdo precisam ser mais estratégicos sobre que tipo de conteúdo publicar, olhando mais para o tipo de conteúdo que traz volume de resultado e que esteja alinhado com a jornada de compra.

“Comece focando em como você pode ser importante para as pessoas que está tentando atingir. Empresas têm essa ideia de que precisam fazer tudo, apelar para todos, mas não precisamos. É muito mais efetivo se focarmos em quem interessa.” (Ann Handley)

A otimização de conteúdos já existentes também ganhará força. Isso evita o retrabalho e ajuda você a estar sempre alinhado com as atualizações dos algoritmos dos mecanismos de busca.

2. Automatização do Conteúdo

Nessa estratégia, a automatização de conteúdo é aliada à inteligência artificial. Alguns testes já foram feitos. O jornal Le Monde, por exemplo, usou automação nas eleições departamentais de 2015. Os franceses utilizaram um software que produziu 150 mil textos curtos durante 4 horas (625 notícias por minuto).

Outro exemplo é da agência Associated Press. Antes da automação, os jornalistas econômicos publicavam notícias sobre resultados trimestrais de companhias americanas cerca de 15 a 20 minutos após a divulgação dos relatórios, e cada texto continha, em média, 130 palavras. Com a automação, os textos começaram a ser publicados 1 minuto após a divulgação do resultado e com 500 palavras.

Podemos então deixar tudo nas mãos de robôs? É o fim dos produtores de conteúdo?

Não. Primeiro porque há o insubstituível fator humano no conteúdo. Pelo menos até então, os humanos conseguem criar textos mais sofisticados e que proporcionaram uma melhor experiência de leitura para as pessoas.

Também somos mais criativos (ao menos por enquanto) do que qualquer software de inteligência artificial e temos muito mais empatia.

Contudo, funções muito repetitivas, pouco criativas e exclusivamente baseada em dados deverão em um futuro breve ser delegadas para robôs. É impossível competirmos com a máquina em termos de velocidade, custo e quantidade de conteúdo gerado.

Devemos começar a pensar em maneiras de unir a força e o talento do produtor de conteúdo com a velocidade do software para que o trabalho seja complementar.

3. Transmissões ao vivo

Se você acompanhou o que foi apontado como tendência de Marketing Digital nos últimos anos, sabe que o vídeo foi um formato que apareceu com frequência nas listas de apostas. Será que é correto dizer, então, que o vídeo continua sendo uma novidade?

Para o especialista em YouTube, Camilo Coutinho, o vídeo não é mais uma tendência, mas uma estratégia consolidada, e quem ainda não fez já está atrasado.

Ele compara a evolução do formato de vídeo no Marketing Digital com o desenvolvimento dos telefones celulares. E acredita que, no Brasil, quando se fala em vídeo ainda estamos na época do Nokia tijolão. “Ainda falta um pouco para chegarmos no iPhone”, compara.

E o que falta para chegar lá? Especialistas concordam que, neste ano, o formato de vídeo deve dar alguns passos: a aposta mais citada são as transmissões ao vivo, ou lives. É que depois de assistir a um vídeo, as pessoas querem interagir com quem fala na tela, e as transmissões ao vivo permitem isso.

Ferramentas de transmissão ao vivo já estavam disponíveis no YouTube e, mais recentemente, chegaram também ao Facebook e ao Instagram. Essa grande disponibilidade de ferramentas facilita a vida de quem deseja começar.

Outra vantagem é a de que as lives não exigem tanta infraestrutura. Pode-se começar com um computador ou celular e, depois, colocar acessórios, como microfones e iluminação, até chegar em um estúdio. Camilo Coutinho acredita que o mais importante é não deixar para amanhã.

Em 2017, Facebook e Instagram deixaram claro que pretendem focar cada vez mais no formato audiovisual. Para o especialista em Facebook Ads, Fábio Prado Lima, essa é uma tendência que chega também aos anúncios. Posts patrocinados têm surgido também no Instagram Stories e em vídeos monetizados no Facebook e devem continuar ganhando espaço.

4. Busca e comandos por voz

A ascensão e popularização das tecnologias de comando de voz e de assistentes pessoais inteligentes, como Alexa e Google Home, estão transformando o comportamento do usuário. É o que aponta o especialista em Marketing Digital e CEO da Agência Mestre, Fábio Ricotta.

Ele acredita que os assistentes de voz estão criando uma nova forma de interação com a web. “Eles, somados aos chatbots, vão proporcionar talvez a escala em voz”, diz. Isso porque, junto com os robôs, é possível fazer ações como comprar no mercado, pedir uma pizza e outras atividades.

Isso traz um novo desafio para as marcas: como trabalhar otimização para buscadores?

Para a VP de Growth e Desenvolvimento da SEMrush, Maryna Hradovich, a experiência do usuário deve continuar sendo o foco.

“Providencie a melhor experiência possível ao usuário, que isso vai fazê-los felizes e o Google vai recompensar você.” (Maryna Hradovich)

Segundo ela, as buscas por voz têm uma particularidade: elas geralmente são perguntas, como “o quê”, “quando”, “como”, “onde”.

O resultado apresentado pelo Google para as pesquisas de voz é o snippet de destaque (o conteúdo que fica dentro de uma caixa e que é o primeiro resultado da busca).

Existe uma grande oportunidade para você levar seu conteúdo para o topo do buscador. Para isso, você pode incluir algumas informações estratégicas no seu texto, como:

  • Resposta detalhada do assunto;
  • Listas numeradas (ou não);
  • Uma imagem forte e marcante sobre o tópico;
  • Incluir tanto a pergunta quanto a resposta na mesma página.

Segundo pesquisa da JW Thompson, 74% dos usuários de tecnologias de voz ao redor do mundo acreditam que as marcas devem ter vozes únicas que expressem a personalidade da marca para os seus aplicativos ao invés de usarem vozes padrão.

5. Progressive Web Apps

O número de downloads de aplicativos está caindo a cada dia. Nos Estados Unidos esse número cai 20% a cada ano. Outro estudo ainda aponta que 60% de todos os aplicativos nunca foram usados.

Para reverter esse cenário, foram desenvolvidos os Progressive Web Apps. Já ouviu falar nesse termo?

Os Progressive Web Apps (ou PWAs) são a aposta do Google para os dispositivos móveis nos próximos anos. Em resumo, é um híbrido de um site e um aplicativo, juntando o melhor dos dois mundos.

As principais características de um Progressive Web App são:

  • Funciona para qualquer usuário, independentemente do navegador escolhido;
  • Adequa-se a qualquer formato de tela (desktop, celular, tablet ou o que for inventado);
  • É independente da qualidade da rede;
  • Possui interações e navegação como nos aplicativos;
  • Está sempre atualizado;
  • É mais seguro, protegido de ataques (em HTTPS);
  • Pode ser encontrado pelos buscadores;
  • Possui recursos para engajar os usuários novamente, como notificações push;
  • É instalável e possui uma URL (não tem instalação complexa).

O Flipkart (ecommerce da Índia) é um case de sucesso com o uso da tecnologia. Após adotar a tecnologia, teve um aumento de 70% em vendas, além de outros resultados expressivos, como aumento de 3 vezes em tempo de permanência dos usuários no site, engajamento 40% maior e o consumo de dados móveis do usuário foi quase 3 vezes menor. Apesar das diversas vantagens, os PWAs ainda têm alguns pontos negativos, como a limitação no controle do dispositivo do usuário (ainda não é possível interagir com features como bluetooth e contatos) e a tecnologia ainda não teve adesão da Apple.

Esperamos que esse artigo tenha lhe fornecido novas ideias e que você possa implementar muita coisa legal aí na sua empresa. o/

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