Como a internet das coisas pode contribuir para o marketing digital?

Também conhecida como IoT, abreviação para Internet of Things, a Internet das Coisas diz respeito a uma das maiores revoluções tecnológicas de que já se ouviu falar.

Não há exagero em dizer isto. Nem é incomum vermos comparações entre ela e a revolução industrial, a revolução do microchip ou a revolução ocasionada pela própria internet comum, tal como ainda a utilizamos.

É verdade que, em certo sentido, a Internet das Coisas ainda é um conceito em desenvolvimento. Porém, existem várias frentes dela que já estão implementadas e nos circundam no dia a dia.

Neste artigo abordaremos como esse modo de conectar-se à rede tende a mudar a comunicação com um todo e, sobretudo, a comunicação comercial, a publicidade, o marketing digital e a relação entre as pessoas e as marcas.

Essas tendências valem tanto para grandes empresas e fábricas alinhadas com a Indústria 4.0, que parecem algo distante de nós, quanto para o serviço mais trivial como a contratação de um Personal trainer particular.

Então, para não ficar de fora dessas novidades, acompanhe este artigo!

Quais os precedentes da Internet das Coisas?

Antes de qualquer coisa, é preciso definir a IoT.

Trata-se da conexão de objetos e equipamentos da nossa rotina diária com o mundo digital e a esfera da internet, de modo que esses dispositivos integrados se tornem mais “inteligentes”.

O grande precedente aí não está apenas no microcomputador e na internet sem fio, como pensam alguns, embora sem ela seria mesmo impossível, mas nos smartphones.

Aliás, o próprio termo smartphone significa, justamente, “telefone inteligente”. Essa inteligência de que se fala reside no modo como ele se relaciona com dados, parâmetros e aplicativos.

Um celular é inteligente na medida em que registra dados sobre a rotina do usuário e passa a interagir com ele. Como veremos, é justamente aí que entra a relação entre a IoT e o universo do marketing digital.

A essência disso tudo é a famosa inteligência artificial. Embora ela esteja intimamente ligada à robótica e à automação industrial, uma de suas principais frentes diz respeito à interação entre pessoas e tecnologia.

Isso tem ficado claro, por exemplo, na tecnologia dos automóveis, como os que já contam com sensor de estacionamento dianteiro, piloto e balizamento automático, e daí por diante.

É importante ressaltarmos que toda inovação e todas as tendências tecnológicas, geram captações de informações e de dados, podem oferecer um material extremamente importante para as estratégias de marketing, principalmente para o marketing digital.

É por meio desses subsídios que ele desbrava o perfil dos consumidores, o que estão fazendo, como estão fazendo, o que pararam de praticar, quais as novidades às quais têm aderido, etc.

Em suma, o marketing precisa de material para:

  • Captar as novas tendências;
  • Traçar os perfis dos consumidores;
  • Aprofundar-se nas novas demandas;
  • Parametrizar a conduta das novas gerações;
  • Entender as preferências do público atual;
  • Atingir previsibilidade de médio prazo, etc.

Ora, a Internet das Coisas fornece tudo isso de modo incrível!

O fato é que, sempre que as experiências dos usuários mudam e se aperfeiçoam, as marcas e empresas que queiram desenvolver um relacionamento e uma linguagem que demonstre sinergia com essas novidades, precisam personalizar sua autoimagem e construir sua identidade. E este é o papel mais essencial do marketing.

As experiências dos usuários estão mudando

Além do microcomputador, do smartphone e de dispositivos pessoais, a IoT tem rondado nosso dia a dia há alguns bons anos. É o caso, por exemplo, do painel de senha digital.

Hoje muitos prédios do governo, bancos e recepções em geral contam com esse dispositivo. Ele emite uma senha para a pessoa que acabou de chegar em um local, encaminhando-a para a sala de espera, depois para o setor devido. Tudo isso de modo automatizado, sem a necessidade de intervenção humana direta.

A Internet das Coisas, porém, permite ir muito além. Hoje ela já está integrada com alguns dispositivos bastante rotineiros, tais como:

  • Carros;
  • Geladeiras;
  • Elevadores;
  • Roupas;
  • Relógios;
  • Óculos, etc.

Adiante aprofundaremos todos esses exemplos, que são bastante ilustrativos. 

No mundo automotivo, além do exemplo já mencionado acima, algumas montadoras têm focado seus investimentos em pesquisa na produção de carros que dispensam a função do motorista ou condutor do veículo.

Ou seja, em alguns sentidos as interações humanas com a tecnologia estarão aumentando - a maioria das pessoas que não precisarão dirigir, estarão conectadas à internet -, em outros, estarão diminuindo: como no afastamento do volante do carro, a perda da necessidade de dirigir, etc.

Tudo isso muda o modo de pensar os produtos/serviços/soluções de qualquer empresa, seja ela uma grande corporação ou oficina de bairro, seja o negócio de um autônomo empreendedor.

Um exemplo bastante paradigmático

Você pode estar se perguntando, com base na lista acima, como a Internet das Coisas pode ter alguma com uma geladeira. Na verdade, este exemplo é um dos mais paradigmáticos.

Como é sabido, recentemente alguns refrigeradores têm abusado da tecnologia, integrando a função do purificador de agua de parede, a de fazer gelo, e daí por diante.

Indo além, já existem projetos de geladeiras totalmente inteligentes e integradas com a automação central de uma casa/estabelecimento. Elas se comunicarão com os usuários por meio do smartphone ou do tablet.

Se a automação residencial, por exemplo, já interconecta multimídia, ventiladores, cortinas, portas e janelas, a geladeira será apenas outro dispositivo. Porém, no caso dela, o marketing será ainda mais impactado.

Sensores espalhados pelo aparelho permitirão o controle de estoque (sobretudo em cozinhas industriais, mas também em residências) e, junto com isso, a programação automática da compra de artigos em lojas virtuais.

O que é o Plano Nacional de Internet das Coisas?

É claro que as maiores empresas do mundo têm investido pesado em pesquisas, estudos focais e desenvolvimento de tecnologias em torno da Internet das Coisas.

Ao que tudo indica, algumas das ideias mais revolucionárias chegarão a nós brasileiros mais depressa do que poderíamos imaginar já que, recentemente, o governo nacional anunciou o seu Plano Nacional de Internet das Coisas.

O intuito é fortalecer a nossa infraestrutura para comportar devidamente a tecnologia em toda a extensão do país.

O sinal de internet é um dos pontos mais importantes aqui, pois sem a 5G, que é a mais rápida do mundo, a interconexão seria impensável. É preciso que haja, como dito, uma dinâmica incrível para permitir que as coisas mais inusitadas passem a estar conectadas e interligadas.

A segurança e as relações B2B

Outro exemplo dado anteriormente foi o dos elevadores.

Já existem fabricantes desenvolvendo tecnologias para prevenir acidentes, bem como para prestar manutenção remota dentro desse setor.

Isso também altera a relação de compra, venda e prestação de serviços. Neste caso, o exemplo se dá entre pessoas jurídicas (B2B).

Se antes bastava aos condomínios cumprir algumas poucas regras de acessibilidade, fixar uma ou outra placa de sinalização de extintor e manter a manutenção em dia, com a Internet das Coisas, a gestão que eles precisarão fazer, por meio de softwares e afins, será totalmente transformada.

Isso quer dizer que as empresas que prestam serviços para pessoas jurídicas precisarão se adaptar, tal qual os seus próprios clientes, gradativamente.

Outro exemplo de impacto é a área financeira: toda a parte de verificação, conferência e segurança será transformada. Se hoje uma empresa vende contadora e separadora de moedas, imaginemos as revoluções que a IoT pode trazer nessa área em termos de software e soluções digitais.

Previsões e tendências para o futuro

Os últimos exemplos listados acima dizem respeito a vestuários, relógios e até óculos. De fato, já existem roupas sendo testadas para acusarem as condições do corpo de um atleta, como batimentos cardíacos e afins.

Outra área de interesse é a de serviços rotineiros, inclusive no universo dos pets. Uma clinica veterinaria pode entrar no universo da IoT, e com isso seu marketing também demandará alterações.

Sabemos, por exemplo, que em alguns países os animais de estimação já devem ser obrigatoriamente “chipados”, ou seja, contar com microchips subcutâneos. Uma das principais funções deles é rastrear o animal.

Não é difícil imaginar como isso pode mudar a relação dos clientes de um pet shop com o serviço de Creche de cachorro, por exemplo.

Conclusão

Do que foi dito ao longo deste artigo, é possível compreender que ainda não existem dicas totalmente pragmáticas sobre como aplicar a IoT ao marketing digital das empresas.

Porém, percebemos que ela certamente irá revolucionar o modo como as pessoas compram, vendem, consomem e se relacionam com as empresas, marcas e prestadores de serviços no geral.

O que as matérias a respeito do assunto fazem é tentar prever as tendências, e a previsão geral é de que futuramente uma coisa não existirá sem a outra.

Ou seja, todos os dispositivos digitais, painéis interligados, sensores de máquinas e dispositivos e demais tecnologias da IoT darão farto material para o marketing, e vice-versa.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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